DIA/HORÁRIO: 28 de setembro de 2025, 19h30 ASSENTO: Mesa 202C LOCAL: 033 Rooftop DURAÇÃO: 150 minutos (com intervalo de 15 minutos) SINOPSE: Jersey Boys segue a jornada de Frankie Valli, Tommy DeVito, Bob Gaudio e Nick Massi, integrantes originais da The Four Seasons. A montagem mostra desde as origens humildes dos integrantes em Nova Jersey até se tornarem estrelas internacionais. Com destaque para os altos e baixos da carreira da banda, o musical inclui os sucessos estrondosos, os desafios pessoais e os conflitos internos que o grupo enfrentou. Jersey Boys é uma montanha-russa de emoções que combina músicas icônicas, com uma narrativa envolvente sobre amizade, família e o preço da fama.
Esse é um musical que eu fiquei maluca para ver desde que foi anunciado porque eu amo muito as músicas do Frankie Valli, mas jamais imaginei que um dia viria pro Brasil já que eles não são tão conhecidos por aqui (no máximo Can't Take My Eyes Off You e Beggin', esta última mais por causa da versão do Maneskin). E pior que eu já tinha visto o filme que fizeram em 2014, mas por mais que ame as músicas, o filme não me pegou tanto. Inclusive conversei sobre isso com o Artur Volpi, o ator que faz o Bob Gaudio, na primeira vez que fui na peça (na verdade eu comentei que já conhecia o grupo antes da peça e que já tinha visto o filme, aí ele perguntou se eu gostei e fiquei meio: "É..." e ele: "Eu não gostei muito não" e amei a sinceridade dele kkkkk). Ainda assim, eu fiquei gostei tanto do musical que acabei vendo duas vezes, uma em agosto e outra em setembro, exatamente na última sessão de todas.
Mas apesar de tudo isso, achei que essa história no teatro funcionou muito bem! Ouvir as músicas ao vivo é uma experiência muito boa e o Teatro 033 Rooftop também faz você ficar mais imerso na história já que os atores ficam andando por ali pertinho de você (na outra vez que fui fiquei na primeira mesa bem na frente do palco e os atores até chegavam a sentar ali com a gente durante a peça! Inclusive nunca esqueço a cena em que o Bob está escrevendo a música Sherry para mostrar para o grupo e o ator sentou na mesa com a gente e estava segurando um papel escrito "CHERI" kkkkk). Achei a escolha do Henrique Moretzsohn como Frankie Valli acertadíssima, inclusive a voz dele é muito melhor do que a do ator que faz o filme/musical americano. Não sei se alguém que não conhece as músicas deles acaba gostando tanto da peça, mas ainda assim acho que vale a pena assistir. As músicas não servem para narrar a história, mas para mostrar os sucessos que eles tiveram nos anos 50/60, então quem é fã das músicas dessa época também pode acabar gostando.
Agora sobre a experiência de ter visto pela segunda vez: assim que cheguei, vi que meu lugar na mesa estava errado. Eu comprei especificamente a mesa 202C para ficar no corredor e ter uma visão central do palco (diferente da outra vez que fiquei mais na frente, mas estava mais no canto direito), só que quando cheguei vi que essa cadeira não ficava no corredor, mas sim no meio entre as mesas da frente. Como não tinha ninguém nas cadeiras A, B e C, acabei escolhendo a cadeira A que era mais centralizada (na verdade a B era o lugar exato que eu tinha escolhido, mas tinha uma mulher na mesa da frente que pioraria minha visão). Aí fiquei mais ou menos uma hora vendo a peça quando uma funcionária do teatro cutucou meu ombro e disse que as pessoas das cadeiras A e B tinham chegado e que eu precisaria mudar de lugar. Nada contra quem chega atrasado (até porque quase sempre me atraso também), mas achei estranho me fazerem mudar de lugar faltando uns 15 minutos para acabar o primeiro ato. Geralmente quando as pessoas chegam depois da peça começar, acabam alocando as pessoas em lugares mais afastados para não atrapalhar ninguém, mas acho que eles só entraram porque já tinham pagado o jantar (outra coisa que acho meio nada a ver existir nesse teatro). Ainda assim, já que era para entrar no meio da peça, acho que seria mais fácil eles terem ficado no lugar B e C que não atrapalharia ninguém e ainda assim o casal continuaria junto. Falo isso porque essa interrupção acabou me distraindo um pouco da peça e demorei um pouco para voltar a entrar No Clima. E não só isso, o lugar que acabei ficando era bem atrás de um casal com criança pequena que queria estar em qualquer lugar menos ali. O marido também não parecia muito interessado na peça, muitas vezes mexendo no celular para ver a hora ou até vendo outras coisas, e muitas vezes ficava conversando e brincando com a filha para distraí-la. E pior de tudo: no fim descobri que a mulher desse casal era ninguém mais ninguém menos que a diretora da peça! E a coreógrafa também estava sentada ali na mesma mesa! Só achei estranho ela ter levado a filha porque é uma peça que tem muito palavrão, mas quem sou eu para julgar se ela deveria ou não estar lá... Só sei que ela acabou me atrapalhando justamente na minha música preferida (Opus 17) porque ficou falando com o pai bem na hora do "I'll be strong I'll try to carry on" e eu fiquei chorando internamente porque era minha parte preferida da música :(
A peça começou com um rap improvisado no ritmo de What a Night, e dessa vez o ator cantou algo do tipo: "Vamos estender até outubro!", e eu fiquei a peça toda torcendo para ser verdade (mas no final foi confirmado que era a última sessão mesmo). Depois ele também cantou algo sobre o Miguel Falabella, e quando olhei na mesa que ele apontou eu vi a Marisa Orth! Até achei que fosse alguma piadinha por ela estar sempre sendo relacionada a ele, mas depois vi que o Miguel realmente estava ali junto com ela! Até tinha gente que foi tirar foto com ele no intervalo, mas ele estava com tanta cara de saco cheio que nem me atrevi a ir lá 😬
Nessa segunda vez, pude prestar mais atenção em algumas coisas e percebi que gosto mais das músicas do segundo ato, mas gosto mais da história do primeiro ato. Acho que tem um charme a história ser contada pelo ponto de vista do mais cretino do grupo, mas aí quando passa para os outros fica uma coisa mais morna, apesar de continuar legal. Nessa parte de narração, o personagem mais engraçado é o Nick, principalmente quando ele começa a falar dos problemas de dividir quarto com o Tommy, citando que ele sempre faz questão de usar todas as toalhas do camarim e que faz xixi na pia por ser mais perto que o vaso kkkk Ele também sempre fica falando que quer formar outra banda, mas por mais que seja repetitivo, é sempre um momento muito engraçado.
Mas uma coisa que me irritou nas duas vezes que fui assistir (e que a peça não tem culpa nenhuma nisso) foi o "fandom" de Meninas Malvadas. Assim como Wicked tem um público maluco que vai ao teatro mais para prestigiar as atrizes do que pela peça, Meninas Malvadas também herdou um pouco desse tipo de público e algumas dessas pessoas foram ver Jersey Boys mais para poder tietar as atrizes que também estavam no elenco de MM. Até acho que foi uma boa estratégia chamar elas para fazer os papéis femininos da peça, até para migrar o público de uma peça para outra (MM foi no Teatro Santander, que fica no andar de baixo do 033 Rooftop), mas saber que muita gente foi lá só para ver elas é meio constrangedor... Tinha até gente com camiseta com o nome das personagens delas! Personagens essas que mal aparecem e nem fazem muita diferença na história. A hora que elas cantaram My Boyfriend's Back o povo foi mais à loucura do que com qualquer outra música dos Four Seasons! Pelo menos quando o Frankie cantou Can't Take My Eyes Off You bastante gente ficou empolgada, talvez por ser a música mais conhecida dele, mas ainda assim o alvoroço maior foi com a música das meninas. Mas apesar das reclamações, eu gosto muito das atrizes! Principalmente a Gigi, acho a voz dela incrível e também fiquei muito fã dela depois de MM, mas ainda assim achei meio exagerado as pessoas irem lá só por elas e fazer questão de mostrar isso (assim como aconteceu ano passado em A Noviça Rebelde em que as pessoas iam só pela Larissa Manoela e sempre aplaudiam exageradamente só as cenas dela).
Achei engraçado quando começou Beggin' e ouvi alguém ali perto dizer: "Essa música é deles?", porque até para mim foi meio chocante quando descobri que era deles. Mas agora a melhor parte, e que foi algo especial da última sessão, foi que algumas pessoas resolveram acender a lanterna do celular na última música Who Loves You e aí o teatro todo ficou com luzinhas igual fazem em shows de estádio e foi muito bonito e emocionante. Isso também pegou os atores desprevenidos. Logo que começaram a acender, um ficou olhando para o outro com aquele olhar e deu para ver que escorreu uma lágrima do Henrique. O Velson chegou até a ficar vermelho e limpar os olhos, mas ainda mantendo a compostura e continuando a dançar e cantar junto com os outros.
Outra coisa que foi diferente nessa sessão foram alguns improvisos, como em uma hora que o Bel Pesce se empolga demais para abraçar o Frankie e eles (e a plateia) acabam rindo disso; outra hora uma das personagens da Lara está no colo do Bob e aí outro cara vem e puxa ela rápido (talvez por terem perdido o timing da cena) e o Artur começa a rir e a Lara fica com cara de sem graça; e a melhor de todas foi quando o policial vai prender eles, mas antes fala: "Tem uma coisa que você poderia me dar para te salvar…" e a plateia fica UUUUUUH e dando risadinha. Até o ator meio que perdeu a compostura porque geralmente ninguém fala nada nessa parte, aí em seguida ele fala: "Um autógrafo do Frankie" e o Velson solta um "UFA" tão sincero que fez todo mundo rir kkkkkkk



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